PERDEMOS UM SANTO.

Irineu Carlos de OLIVEIRA PRADO

Jocelir Leo Vizioli, gaúcho de Vanini, acaba de nos
deixar, para sua apresentação à Divina Previdência que – salvo
engano geral – reservou-lhe lugar à sua direita. Presente, em minha
provecta cabeça, que o Todo Poderoso não discrimina os seus
eleitos por pertencerem ou não, à Igreja Católica Romana.Breitling replica watches 

Vá lá que Pe. Jocelir tenha-se desentendido com a
Diocese de Piracicaba e, indiretamente, com a Ordem dos
Claretianos, responsável por sua formação sacerdotal.replica Rolex watches

Toda Rio Claro — e outras cidades – bem sabem do seu
glorioso ministério. Tive a honra de desfrutar de sua amizade, fruto
de minha admiração por ele, nascida em certo dia de São
Cristóvão, a 25 de julho de 2003 ou 2004, quando o único sacerdote
encontrado para abençoar os motoristas e seus veículos, foi o
próprio. Isto no palanque até hoje armado ao final da Avenida
Visconde do Rio Claro, quando Marinho Pedersen, falecido
presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos, avisou-me que
o padre era bravo.Rolex replica watches

Duvidei um pouco, pela forma até atlética que o Pe.
Jocelir se desincumbia a dispensar água benta sobre os motoristas
e seus veículos. Aproximei-me dele, e me identifiquei como
advogado do Sindicato, função que hoje não mais exerço.
Trocamos algumas palavras de somenos, e o Pe. já me convidou
para acompanha-lo em visita a um filho de paroquiana do Espirito
Santo, detido no presídio de Piracicaba.best replica watches uk

Fomos ao estabelecimento penal, conversamos com o
garoto. Pe. Jocelir, a pedidos, abençoou diversos funcionários, e
até encontramos com certo político de Rio Claro, ali preso.

A partir de então passei a me considerar fiel da Paróquia
do Espirito Santo, no Jardim Guanabara. Acompanhei a construção
da hoje igreja matriz da Paróquia de São Pedro e São Paulo, o
gigantesco templo que foi dedicado a N. S. do Caravaggio, e depois
desativada pela Diocese, além de outras obras menores. Pe. Jocelir
não só administrava as construções, como também colocava mãos
à obra. Era pedreiro, carpinteiro, e o que mais fosse necessário.regwatches replica watches

Construções que deram ocupação válida a muitos reeducandos do
Centro de Ressocialização de Rio Claro. Sua atividade na
assistência social, com doação de alimentos era notável.

Com Pe. Jocelir e sob seu incentivo, participei da
criação e funcionamento da Pastoral da Criança na Paróquia, e
mantivemos, juntamente com Webster Luiz Bindilatti, Paulo Lima, e
outros valorosos companheiros, mas desativados pelo novo pároco,
uma Escola de Informática e Cidadania, e Biblioteca com dois mil
volumes, todos catalogados.

Também, com o querido sacerdote, participei de
Campanha pela segurança das propriedades rurais, em conjunto
com o Sindicato Rural de Rio Claro.

Infelizmente, o desentendimento entre Pe. Jocelir e a
Igreja Católica foi insuperável. Foi-me dado conhecer boa parte dos
motivos do desenlace. Acontecimento muito triste, a respeito do
que, dizem alguns, não deve ter ensejado menor alegria a um ou
outro irmão, mesmo desprovido do carisma que o recém falecido foi
distinguido pelo Todo Poderoso: abençoar fiéis individualmente,
com sucesso, reunir milhares de fiéis em suas missas e
celebrações, além de outros santos procedimentos.

Afastado de sua paróquia, Pe. Jocelir não desanimou
em seu Santo ministério. Transformou o Banespinha em gigantesco
Santuário dedicado à Madona de Caravaggio, santa de grande
devoção do povo gaúcho. Continuou com suas Missas com
gigantesca frequência, mantendo seu empenho na assistência aos
pobres da região.

Ao fim de seus dias, deu-se desentendimento com a
Igreja Católica Brasileira, à qual se filiara, por motivação
controversa e pouco clara.

De todo modo, embora estando eu algo afastado do Pe.
Jocelir, após seu desligamento da Paróquia do Espírito Santo, no
Guanabara, estou certo que ao chegar à presença do Supremo
Julgador, poderá ele dizer, como o Evangelista, que venceu a
corrida, combateu o bom combate, e guardou a fé.

Permita o Todo Poderoso que nos encontremos, na

Eternidade.

O Autor é Advogado militante na

Comarca de Rio Claro (OAB/SP 25.686) e
Desembargador Aposentado (TJ/SP).
E-MAIL: oliveiraprado@aasp.org.br
www.oliveirapradoadvogados.com.br

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