PADRE VIEIRA E OS JUDEUS

Crescido e educado na fé Católica, aos tempos em que —  por conta de alguma ignorância – hostilizavam-se os judeus porque seriam responsáveis pela morte de Jesus, desde há muito, tenho profundo respeito pelos irmãos tidos como filhos de Moisés.replica Rolex watches

Sou admirador do Estado de Israel, não por suas guerras ou até mesmo apesar delas, já que tenho sua defesa como gigantesco exercício militar, necessário para sua sobrevivência.cartier replica watches

Certamente isto se dá não somente porque eu e o Estado de Israel tenhamos praticamente a mesma idade. Sua fundação, em Assembleia Geral da ONU deu-se em 14 de maio de 1948, a qual me faz apenas seis dias mais velho do que a decisão internacional acomodativa dos judeus na Terra Prometida.best omega replica watches uk

Como se sabe, mencionada assembleia foi presidida por Osvaldo Aranha. Diplomata acidentalmente, advogado e político, de grande proximidade com o Presidente Getúlio Vargas, desde 1930.replica breitling watches

Só há alguns dias, ao ler “Vida nos Tempos da Inquisição”, de Annita Waingort Novinsky, Editora Perspectiva, 1ª. edição, 2018, seduzido pelo título sugestivo, dentre outras lições, aprendi sobre a atividade pró judeus do Padre Antônio Vieira, nos anos iniciais do Século XVIII, por demais corajosa.replica panerai watches

Até agora sempre tive registrado em minha memória, já limitada, o sacerdote e seus célebres sermões, como atividade sacerdotal em Pernambuco. Muito cobrado nos vestibulares universitários de meu tempo (século passado) e quiçá de hoje, em provas de literatura portuguesa.

A autora da obra em referência traz, nos capítulos 26 (Sebastianismo, Antônio Vieira e o Messianismo Judaico) e 27 (Um padre Católico e sua luta por justiça: Antônio Vieira) relatos que encantam.

Padre Jesuíta, Vieira viveu entre 1.608 e 1.697. Nasceu em Portugal e vindo morrer em Pernambuco. Foi uma voz do clero, quase solitária, a pugnar pelo respeito ao povo Judeu, que acabou sendo, compulsoriamente, levado a converter-se ao catolicismo.

Ou pior, fazer isto apenas aparentemente, com vida, princípios e comportamento em público diversos dos escondidos. Passaram a ser cristãos-novos. Convertidos ao catolicismo, mas não muito.

Sabe-se que a inquisição, com elevada força em Portugal, buscava punir os que desenvolvessem práticas judaizantes (às escondidas), não apenas por razões teológicas, mas principalmente por financeiras e patrimoniais, porque os bens dos condenados eram confiscados ao Tribunal da Inquisição  e à Coroa Portuguesa, em partes iguais. Bem de ver-se que a vida dos portugueses, à época, não era fácil para os acusados pela Inquisição, os quais nunca eram absolvidos, como conta e história.

Vieira proclamava que mais justo seria a união entre cristãos e judeus. E que a pessoa humana valeria pelo que fosse, e pelas suas ações, jamais pelo acontecido em gerações passadas. Afirmava em seu “Esperamos de Portugal” que o império de Cristo deve ser na Terra e da Terra, não no céu e do céu, querendo dizer que a Terra haveria de ser com apenas uma religião reinando.  Portugal só teria vantagens se os judeus fossem reconhecidos como irmãos. Com estes reabilitados, muito ganharia economicamente, já que fora debilitado com a expulsão destes, ocorrida em 1.496, caso não adotassem o cristianismo.

O entendimento de Vieira foi aperfeiçoado por seus contatos com próceres do judaísmo, em sua atividade diplomática, na França e na Itália. Vieira recebeu condenação inquisitorial por suas atividades acoimadas de judaizantes: foi impedido, por dois anos, de pregar em seus Sermões, que até hoje se mostram atuais. Sem dúvida, não foi condenado à morte porque tinha prestígio papal (Inocêncio XI).

Deve ser transcrito o que a autora da obra afirma, ao fim do capítulo 27:  “… Vieira contrariou as concepções fundamentais da Inquisição em relação aos judeus e cristãos-novos. Vieira defendeu exatamente o oposto do que foi a ideologia do Santo Ofício e da Igreja. E ao fazê-lo, deu ao povo português uma compreensão completamente diferente do povo judeu, até mesmo dos cristãos-novos e do seu destino.”

O Autor é Advogado militante na Comarca de Rio Claro (OAB/SP 25.686) e Desembargador Aposentado (TJ/SP).

E-MAIL: oliveiraprado@aasp.org.br

 

 

 

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