ELEIÇÕES & PESQUISAS.

Irineu Carlos de OLIVEIRA PRADO

Tanto que se pesquisa sobre o desempenho dos candidatos presidenciais, antes do registro das candidaturas, depois disto, e já no que se diz período de propaganda eleitoral, e até às vésperas do pleito, que alguém já anda pensando em sugerir que não mais se realizem eleições, trabalhosas e caras. Apregoadas como de elevada certeza, as eleições se mostrariam como grande perda de tempo.

Verdade que a grande pesquisa há de ser o que for revelado pelas Urnas Eletrônicas, até agora tidas como perfeitas e absolutamente corretas. É provável que o perdedor venha reclamar.

Sobre pesquisa eu tenho alguma cisma. Nunca fui pesquisado, não conheço quem tenha sido, nestes meus setenta e muitos anos. Exceto meu falecido pai, no que pude presenciar, nos meus treze anos

Em 1961, quando Jânio Quadros foi eleito presidente da República. O velho Irineu, da janela de seu quarto, no sobradinho da rua 5 B, na Vila Indaiá, afirmou ao entrevistador que votaria no Marechal Henrique Lott, como de fato – petebista que era – votou.

Não me sinto firme para dizer que duvido da pesquisa que a TV aberta está a divulgar semanalmente. Mas há um ponto desta que me intriga.

Se dois candidatos presidenciais preferidos estão a indicar que os demais (com cinco por cento de preferência, ou menos) não têm como avançar ao segundo turno, porque simular o cenário de pesquisar como seria o turno final com um destes pequenos?

Não vejo porque isto, se a pesquisa indica que candidatos A, B ou C, com percentual diminuto de votos não chegarão ao Segundo Turno, sem utilidade ver como ficariam, se impossível pelo que foi pesquisado.

Já deflagrada a propaganda eleitoral, é bom observar o que prometem, especialmente os sem chances. O que não é pouco: mudança da constituição, reforma do Poder Judiciário, aumento da pena para crime de roubo de celulares, médicos especialistas para todos, fim das favelas, reforma urbana, aumento do salário mínimo, redução dos juros e da jornada de trabalho, ampliação do bolsa família, universidade para todos, redução dos juros para o agronegócio, ETC, ETC, ETC.

Mais. Prometem, também, redução de despesas e aumento da receita, escolas em tempo integral e creches para todos, fim da corrupção, anistia para os condenados no oito de janeiro, fim da saidinha dos presos, acabar com as facções de crimes organizados, justiça rápida e eficiente, cadeia para todos os criminosos, como em El Salvador, reajuste do salário mínimo e das aposentadorias em índices acima da inflação, UTIs neonatal e bancos de leite em todos os municípios. E muito mais.

Como sabem que não serão eleitos, o céu — ou o inferno — é o limite – para suas promessas. Isto até agora.

Já dos candidatos ocupantes da liderança das pesquisas, com sérias possibilidades de eleição, o eleitor não consegue ouvir propostas sérias, destas que espera e merece. Falam genericamente, e não conseguem formular promessas para propostas concretas. Parece até que pouco deles pode esperar o povo brasileiro. Quiçá até o final das campanhas isto melhore. O Brasil está por merecer.)

De todo modo, algum há de ser eleito. Desejo, como todos, que os candidatos — e principalmente o eleito – façam como Salomão (Livro dos Reis, Capítulo 3, versos 9 a 12) rogando e sendo atendido pelo Senhor, na boa governança de seu povo: “Dá, pois, a teu Servo um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso? Essa oração de Salomão agradou ao Senhor. E Deus disse a Salomão: ‘Já que pedistes estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de seus inimigos, mas sim sabedoria para praticar justiça, vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti’’.

E, sendo Deus brasileiro, o eleito há de fazer um bom governo.

 

Autor é Advogado (OAB/SP 25.686) e

Desembargador Aposentado (TJ/SP).

E-MAIL: oliveiraprado@aasp.org.br

 

Publicado em 03/09/2026,  Jornal Cidade (Rio Claro/SP), Página 02

Fonte imagem: Google.

 

 

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1 Resultado

  1. Em um princípio, as pesquisas, muitas vezes orientadas e parciais, são “encomendadas”, com o objetivo de influenciar a decisão do cidadão.

    Em todos os casos, as promessas são fáceis de serem feitas. Vejamos a condição da povo Brasileiro, quem sendo levado, ano após ano, eleição após eleição, a votar em promessas que nunca se cumprem, e sim testemunhar fraudes monumentais como sempre acontecem, em especial estas últimas do INSS e banco MASTER. Durma com este barulho.

    Os reportes bíblicos são referências importantes e sábias, mas totalmente ignoradas, e por vezes desacreditadas…

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